Escuta do consumidor de mídia: o caso TV Pajuçara e Mescla

O desafio: compreender a expectativa do telespectador

A equipe da emissora possuía percepções internas sobre seus programas, apresentadores e formatos. No entanto, muitas decisões editoriais ainda eram baseadas em impressões da equipe, dados quantitativos de audiência e feedbacks pontuais.

Faltava ouvir o telespectador de forma estruturada e profunda. A emissora buscava responder a perguntas importantes:

  • O que gera identificação entre público e apresentadores?
  • Quais formatos funcionam melhor para informação, entretenimento e prestação de serviço?
  • O que pode ser aprimorado para aumentar o engajamento da audiência?
Capa do relatório dos grupos focais entregue a TV Pajuçara

Metodologia Mescla: o poder da escuta do consumidor por meio dos grupos focais

A Mescla estruturou o projeto utilizando a metodologia de grupos focais, uma técnica de escuta do consumidor voltada à compreensão de percepções, opiniões e atitudes do público em relação a um produto ou experiência.

Os grupos focais da TV Pajuçara reuniram entre 6 e 12 participantes com perfis variados, divididos de acordo com o programa da grade que assistiam, permitindo observar não apenas opiniões individuais, mas também as dinâmicas coletivas de conversa e construção de sentido.

O trabalho seguiu três etapas principais:

1. Imersão estratégica e alinhamento

Primeiramente, uma imersão foi realizada junto às lideranças da emissora (editores, apresentadores e gestores de conteúdo). Nessa etapa, as hipóteses dos gestores foram mapeadas para que perguntas investigativas fossem elaboradas de maneira precisa.

2. Execução dos grupos focais 

Posteriormente, algumas sessões foram organizadas com perfis variados de telespectadores. Durante os encontros, os seguintes tópicos foram debatidos:

  1. Hábitos de consumo: Como a televisão é assistida rotineiramente.
  2. Identificação: Quais elementos geram proximidade com os apresentadores e repórteres.
  3. Conteúdo: O que é considerado interessante ou cansativo na grade local.
  4. Expectativas em relação à televisão local.

A conversa foi conduzida de forma aberta e estimulada por conteúdos audiovisuais, permitindo que os participantes reagissem a trechos de programas e compartilhassem percepções espontâneas.

3. Análise de dados e geração de insights

Finalmente, uma análise qualitativa aprofundada foi conduzida pela equipe da Mescla. Assim, padrões de comportamento foram identificados e recomendações práticas foram entregues à gestão da TV Pajuçara.

Impacto: percepções e recomendações

O resultado do trabalho foi consolidado em um relatório estratégico que ofereceu à emissora uma nova lente para olhar sua audiência:

  • Síntese das percepções do público;
  • Análise interpretativa dos grupos focais;
  • Pontos fortes da programação;
  • Oportunidades de aprimoramento;
  • Sugestões de formatos e dinâmicas de conteúdo.

Ao compreender como os telespectadores percebem seus programas, apresentadores e formatos, a equipe editorial passou a ter insumos mais consistentes para:

  • Orientar decisões de conteúdo;
  • Aprimorar formatos existentes;
  • Desenvolver novas experiências para a audiência.

Conclusão: a escuta como inteligência estratégica

Em suma, a disputa pela atenção exige que o público seja compreendido em profundidade. Através da escuta do consumidor, a conexão entre marcas e pessoas é revelada com clareza. Pela Mescla, a escuta ativa é transformada em inteligência estratégica para o mercado de comunicação.

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